segunda-feira, 21 de maio de 2018

É BONITO SER DIFERENTE


 A beleza está na forma como vivemos...


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Já ouvi de tudo: se ame, se valorize, seja assim, seja assado. Já ouvi que a melhor forma de conquistar alguém é desprezando (?). Ao mesmo tempo que ouço lamentos sobre o mundo, escuto que tudo é belo. Vida cheia de controvérsias, vejo um padrão de beleza se intensificando enquanto uma parte do mundo tenta mostrar que a beleza é singular. Todo mundo tentando ter um espaço onde vive! O que as pessoas esquecem, no meio dessa ansiedade toda, é que todo ser vivo tem seu espaço. Gosto de chamar esse espaço como o falar popular ensina: "quadrado". Cada ser vivo tem o seu quadrado. Seu espaço de privacidade, solidão e contato com seu próprio ser. Esse ser vivo pode estar voando, caminhando ou nadando, mas tem seu espaço e nada pode ocupar esse quadrado. 
-Dois corpos materiais não podem estar no mesmo espaço. Isso é física! Quando nós, seres humanos, vamos usar nossa cabecinha pra entender que não caminhamos com o pé do outro? Caminhamos com nosso próprio corpo, seguimos em frente em nosso próprio quadrado. Nesse quadrado ninguém pode entrar! Ele é seu espaço. E quando digo que ninguém pode entrar, eu estou dizendo que ninguém tem o direito de dizer como você tem que ser, se seu rosto tem cicatrizes, foi porque venceu uma batalha! Se seu corpo veste 36 ou 44, do que importa? Quem são as pessoas fora do seu quadrado? Como podemos aconselhar as pessoas que correr atrás do amor é burrice e que a melhor conquista é quando você pisa no outro? Estamos vivendo ou numa disputa de quem se importa menos? Quanto tempo de vida temos? Qual o problema em dizer o que sente? Medo? Medo de ser julgado? Quem te julga pode caminhar com teus pés? Não pode! 
-Ninguém, ninguém e mais ninguém tem direito de tentar se manifestar sobre suas escolhas por que nunca poderão entrar em seu quadrado. Mesmo quando amamos muito, um cônjuge, filhos, pais... cada um tem sua própria alma, seu próprio quadrado. Estar em constante crescimento é entender que as pessoas não precisam ter cabelo loiro e olho azul! As pessoas não precisam usar 38 e ter mais de 1.70. Nem precisam esconder o que sente. Essas pessoas também podem escolher suas próprias profissões, seus livros favoritos e a música que quer dançar. Tem direito a ir morar onde der vontade! A escolher entre ter ou não ter filhos, a reagir com frieza ou emoção. Há um tempo atrás me disseram que deveria tirar a pinta que tem no meu nariz pois lembrava as verrugas das bruxas dos desenhos animados. 
-Uma vez me disseram que se tivessem a cicatriz que tenho no lábio, o batom nunca sairia da boca. O pior é a fofoca pelas costas sobre celulites e corpo. Também já tentaram adivinhar quanto eu recebia, claro, não pra me oferecer mais, mas pra ter base para as críticas sobre o que faço com meu dinheiro. Que o cabelo natural é feio, que o loiro é de favela e que o ruivo não combina. O que fiz? Fiquei do jeito que eu me sinto melhor no momento. Se eu quiser pintar meu cabelo de verde, eu vou fazer. Porque eu sou live e não quero saber se os padrões me mandam vestir 36 e agir como uma dondoca que não sou. Preciso citar que chegaram a perguntar pra mim se tava doente devido olheiras que a faculdade me trouxe? Falando em faculdade, sabe aquela pessoa que pergunta: "e essa faculdade, vai acabar nunca?", NÃO SEJA ESSA PESSOA. Você não sabe o que está acontecendo e nem tem motivo para saber se sua intenção não é ajudar. Então deixa a pessoa terminar os estudos com 21 ou com 30, ou com 90. A vida é muito mais que um diploma aos 21 e o cargo de diretor aos 25. Deixa as pessoas aprenderem a dirigir quando se sentirem preparadas e não por pressão. Por favor, deixe as pessoas e foque no seu quadrado. 
-A sua vida está acontecendo da forma que gostaria? O que você pode fazer pra acelerar a realização dos seus próprios sonhos?  Entrar no quadrado do colega não vai dar, então pra que forçar a barra? Tentar moldar o quadrado do vizinho e transformar num círculo, um triângulo, qualquer coisa que o tire do seu eixo, não é ético. Deixa as pessoas fazerem o que bem entenderem e serem quem quiserem ser! O bonito é ser. Ser. Independente da cor, do gênero, opções... Do tamanho da calça ou da religião. O importante é ser próprio, único e singelo. Cheio de diferenças, assim como o Deus de sua crença o fez. 
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-O bonito é ser diferente. É ser você.
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Bem clichê, mas necessário para as pessoas entenderem que nunca pisarão com meus pés e que na minha vida, eu tenho que estar com as rédeas.

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Gabrielly Fromholz, 21-05-2018

sábado, 9 de setembro de 2017

MERDA

Sábado a noite.

Hoje o dia foi de forrozear. Dançar até a sandália estourar.

Poderia ter sido um dia perfeito.

Mas não foi. Não pra mim.


Quando gostamos de alguém que não quer nada a mais que uma amizade sua, você se complica. Não sabe se segura ou deixa ir. Você tenta seguir em frente, criar uma vida, mas as travas acabam sendo maiores que qualquer desejo. Seu coração está entendido: já foi te falado tudo mas tudo pra você não é nada. Na verdade, um nada reversível. Sempre há esperança. Por que o amor é paciente e esperançoso. Sempre há pensamento de que poderá mudar aquela situação. Agindo de uma forma, perdendo uns kilos, revendo seu modo de vestir. Você tenta colocar um toque de esperança em tudo que faz.

Essa esperança é muito intensa. Você tem vontade de fazer acontecer mas não pode, por que as coisas nem sempre dependem de você. Você tem manias e vícios que tenta desprender em prol de ser uma pessoa adequada. A partir do momento em que percebe que o tempo está passando e você está perdendo, você adquire uma chamada insegurança mórbida. As coisas na sua vida não dão mais certo e você não entende o motivo. Está perdido mas ainda não sabe. A intensidade do amor diminui para dar espaço a um sentimento tão forte quanto, que vem quando sua alma carece de amor: a tristeza, vazio. Nesse momentinho, você procura por falsas hipóteses, que sugerem que as coisas não vão bem por causa disso ou daquilo, por causa de um tipo de atitude específica ou ademais. Se culpa. Chora, grita, birra. Vira uma criança com pirulito roubado. No fundo você sabe que aquele pirulito não é saudável, poderá elevar glicose, engorda... Mas quer o pirulito por que é dele a sensação de que estamos fazendo algo que realmente gostamos. São simples detalhes que mudam pessoas.

Então percebe-se que nada que faça irá adiantar. Simplesmente tudo parece não ter sentido. O coração fica frio, você passa mal mas nem sabe o que está sentindo. Só não está bem. Precisa de atenção e apego.

Aí vem uma possibilidade de escolha. Pode-se escolher entre a dignidade ou o rebaixamento? Pode. Todos tem oportunidade de dizer não. De cansar de ter a cara feira de palhaça. Sabe-se lá como descrever o sentimento que tive hoje, de se sentir importante por uns momentos e depois ser completamente um nada. Pensei: qual minha escolha? Devo ignorar meu incômodo?

A situação foi se agravando. Estava me sentindo muito mal e ao mesmo tempo sentia como se estivessem zombando de mim, pois demonstrei que não havia gostado. Tentei ignorar, dançar, olhar pro lado contrário. Todo meu coração leve pesou-se. Ao mesmo tempo que sentia vontade de pegar alguém pelo cabelo e afogar numa privada, meu instinto me levava a sair do ambiente, ficando quieta e sem confusão. Mas eu não sei fingir sentimento. Não sei esconder alegria ou dor. Se estou feliz, é visível, se estou triste, também. Assim também acontece com os sentimentos extremos, as dúvidas, inseguranças e "noias".

Pois bem. Pensei em qual o motivo de não ser mais interessante, em por que não sou quem ele deseja. Comecei a colocar culpa em mim novamente, me rebaixando a uma situação que não vai reverter. Olhei bem pra mim e pensei: to gorda.É isso!!!!!!

Daí já não existia leveza.
Então eu entendi tudo.
Entendi desde lá do início, de quando não entendemos por que as coisas misteriosamente não dão certo.
Eu deveria ter cortado o mal pela raiz. Mas meu coração não vê como mal.
Alguém que te faz bem, te acalma, te faz sorrir e se preocupa com você não é bem um perfil que será esquecido, né?
Eu prefiro pensar que o objetivo de Deus fosse que eu aprendesse alguma coisa, por que eu não esqueci, eu tive todas as chances para afastar e só o que fiz foi trazer pra perto. Aproveitei da amizade que me ofereceu para que eu tirasse coisas boas e me ajudasse a crescer, pois é perto de pessoas que admiramos que precisamos nos apoiar, precisamos buscar forças e exemplos.

E admirar alguém é mais complicado que parece. Admiramos pessoas por coisas simples, como uma beleza natural ou por um cheiro que traz calma. As vezes por palavras, atitudes, modo de vida. As vezes só por que você se vê ali. Misteriosamente você entende que aquilo é muito mais que uma mera admiração. É respeito, vontade.

Meu entendimento foi claro. Afastar. Tudo o que eu podia fazer eu fiz, creio eu.
Meu coração já levou balde de água fria demais. E particularmente, eu não acho que eu tenha merecido. Criar esperança não deveria ser pecado. Mas ver que nada dá certo também deveria doer menos.

Hoje meu coração doeu da mesma forma que uma cabeça lateja com enxaqueca. Mesma sensação. Senti fisicamente e espiritualmente. NUNCA pensei que fosse ficar tão magoada, mas entendi que tudo o que me faz mal é eu mesma: me prender a uma esperança que eu mesma criei pra algo que poderia ser bom só pra mim.

Enfim.

Entender que temos que dominar nossas esperanças e expectativas dói muito.
Dói por que não é isso que você quer. Você quer manter perto, nem que seja na condição de amizade.
Mas sabe que essa ideia não é válida, por que é impossível aguentar certas situações sem sair magoado.

Não consegui suportar hoje.

Lembrei-me de que um dia ouvi de alguém que as pessoas não passam por nossas vidas sem propósito e que algumas são apenas passageiras.

Estou neste momento, abrindo mão da minha estadia na sua vida. Sou brisa passageira. Vento frio. Onda no mar.
Por que meu papel é esse. Não sei fingir sentimento e não tenho sangue de barata.
Talvez você possa levar algo meu com você assim como levarei traços seus.
A decisão é afastar. Nada de amizade. Não quero mais esperança. Quero realidade, reciprocidade. Me amar em primeiro lugar.

Obrigada.

domingo, 20 de agosto de 2017

Mulher de fases

Hoje, dia 20 de agosto de 2017, deitada na minha cama e como sempre, cansada.

Me perguntei o que estava fazendo acordada. Está tarde, deveria estar dormindo.

De repente eu abri meu facebook e me vi numa busca por informações. Aquela paranoia de mulher. Coisa de gente louca, sinceramente.
Procurei por alguns perfis, procurando algo que cruzasse com minha imaginação fértil: algo como comentários terem ligações com datas de postagens, fotos, curtidas... Minha mente cansada procurando algo a mais para exaustar.

Então o youtube, aberto em segundo plano no notebook, começou a tocar uma música de um mix qualquer. O nome da música é "Quando fui chuva - Maria Gadú ft. Luis Kiari".

A letra começa me deixando pensativa. Me deixou mais acordada. Meu sono foi embora.

"Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer, acomodei
Minha dança, os meus traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser sua"

Percebi então que minha vida ultimamente é como um kami-kazi - em um momento sou a garota pequena, sem espaço para vida imensa que possuo. Pequena para as pessoas. As vezes me sinto como um chuvisco no sertão nordestino. Parece que as pessoas a minha volta esperam que eu seja uma chuva forte, daquelas que vem para trazer a produtividade para uma terra seca. Sinto-me como pequenas gotas, insignificantes. Sem espaço certo, onde qualquer lugar está bom, qualquer pessoa é grande e qualquer demonstração de afeto é uma prova de amor.
Porém, quando me sinto nessa parte de baixo do kami-kazi, não tenho coragem. A possibilidade de meu chuvisco ser inútil e o medo de ficar sozinha, me fazem ficar com medo da vida. Medo e ao mesmo tempo, tédio. Seguro-me em mim mesma, nas poucas forças vitais que meu corpo emana. Oro, procuro alguns poucos amigos que considero fiéis. As vezes, desisto. Sinto como um jeans apertado. Geralmente, me lembro de como engordei nos últimos 3 anos. Pego uma roupa antiga e tento vestir. Choro, então lembro de como minha vida virou pelo avesso nesse mesmo período. Uma série de decisões erradas me levaram a aprender algumas lições e uma série de decisões certas, mas que não eram o que meu coração queria, me levaram a arrependimentos e coração partido.

Pois bem, controverso. Admito. Admiro que minha mente é uma confusão e que minhas palavras não conseguem expressar minhas teorias existenciais de energia, meus sentimentos, minhas naves espaciais. Talvez não seja boa com palavras. Penso que deve ser hora de agir, mas acordo no outro dia com os ombros rígidos e meu estômago ardendo. Nos poucos minutos que fico sozinha comigo mesma eu tento criar resoluções de pequenas confusões que me meto.

Chuvisco. Era para eu ser apenas um chuvisco no sertão.
Mas não sou, nem quando me sinto.

Sou tempestade. As vezes sou como a chuva que Maria Gadú diz que foi, quando interpreta a música que mencionei no início desse post. "jeito bom de se encontrar...". Quando estou nervosa, me sinto como uma tempestade em alto mar. Porém eu sou dois personagens: o mar e o náufrago.

Quando me sinto só, sou apenas as nuvens negras que se formam, assustam, causam alguns trovões e se vão. Sinto-me desaparecendo aos poucos. Meus pensamentos me levam a acreditar que tudo seria melhor sem mim.

Mas sou tempestade. Sou grande. Tenho sentimentos profundos.

Não sei viver metades. Não aceito migalhas.
Até confundo migalhas com atenção, mas logo desperto para realidade.
Estou sozinha há tempos. Vivendo como uma nômade das repúblicas. Entrei e saí de algumas, morei sozinha e agora estou na minha própria república, que mantenho com algumas ideias que tive depois de tanta experiência.
Não namoro desde o primeiro período da faculdade. Tive um amor depois do término do meu namoro, que não foi correspondido da maneira que eu esperava. Talvez até recebesse algum afeto real, mas depois percebi que naquele momento eu estava sendo pequena, com a vida cabendo apertada. Presa em ideias minhas que nunca iriam ser levadas a sério.

É aí que está o ponto chave desse post.
Ser levada a sério.
Eu tenho 21 anos e me viro sozinha desde os 17. O que mais desejo nessa vida é ser levada a sério.
Ouvi conselhos de pessoas que confio, procurei mudar de atitudes para ser levada a sério.

Mas continuo me sentindo uma bebê. Aquela que é enganada o tempo todo. Quase uma criança diabética pedindo doce.

Aí eu me empodero.
Penso em tudo que conquistei, sem ajuda, ou com pouca dela. Penso em como luto todos os dias para ser alguém. Para me destacar. Lembro que eu faço o possível para agradar e ajudar as pessoas.
Recordo em minha alma que sou especial, e que Deus tem um plano pra mim. Oro, confio n'Ele e confio em mim. Essa fase minha é a minha predileta. É o momento que chego num ambiente e não importa se estou bem vestida, gorda, magra, loira ou ruiva. Me sinto bem. Me sinto no poder da minha própria existência, ciente das minhas condições mas com todas as possibilidades em minhas mãos. Aperto o botão do foda-se e vou aos lugares que estava evitando, por que fulano de tal ... bla bla bla.

Passeio, dou gargalhadas, ofereço conselhos. Tento abrir meu coração a um novo amor.
Até tentei usar o tinder (kkkk) e lá são poucas as pessoas que querem ter um papo legal, então já desisti.

É difícil achar uma combinação para mim. Sou forrozeira, gosto de ouvir o fole da sanfona gemer. Gosto de gente virtuosa, com fé e esperança. Fica complicado achar essas qualidades em pessoas que tem o objetivo apenas de transar. A energia não deixa fluir.

A vida tenta me jogar pra baixo, minha alma quer ser tempestade de areia, dessa vez.

Ou furacão.

Meu kami-kazi continua girando, me deixando em altos e baixos, me levando aos extremos dos sentimentos quase o tempo todo. Dúvidas me assolam. Minha espiritualidade grita comigo, pedindo atenção e ajuda para continuar existindo nessa terra de homens fracos e mulheres estranhas. Meu cansaço físico e mental pedindo para eu trancar a faculdade e cuidar de mim, nem que sejam por seis meses e eu recuso, como se nunca estivesse ouvido esse conselho do meu anjo da guarda.

Quando meu kami-kazi chega a 100% de cabeça pra baixo, eu me sinto chuva. Plena. Sinto-me como "cada gota que escorre livre pelo rosto".

Queria uma forma de parar esse brinquedo. Manter sempre de cabeça pra baixo, livre, com sensação de que está vivendo cada minuto intensamente. Aquela época em que acordar cedo se torna um objetivo de viver, e você sabe exatamente o que fazer para levar sua tempestade a fazer exatamente o que precisa ser feito. Nada de enchentes, pânico, naufrágio, tempestade de areia ou o que for. Nada de chuvisco, que o sertanejo espera que ajude a germinar sua plantação mas que com poucos pingos nada poderá crescer.

De cabeça pra baixo, entendo que procurar respostas, cruzar informações, tentar adivinhar as coisas, deduzir evidências do meu dia-a-dia, não são o caminho certo a seguir. Entendo perfeitamente que sou importante e que para ser levada a sério eu tenho que fazer isso primeiro. Acreditar em mim com todas as energias vitais. Transcender os limites da existência física humana. Ultrapassar as barreiras da energia cósmica. Lutar por mim. Entender meu coração.

Finalmente,

Entendo.

Estive procurando me encontrar todo esse tempo, com pé no chão e seriedade no olhar.
Mas estava errada.

Meu lado certo é o avesso. É estar de cabeça pra baixo. É sair do padrão.

Meu lado certo é aquele que tenho de melhor. Sou eu!




"Nada do que eu fui me veste agoraSou toda gota, que escorre livre pelo rostoE só sossega quando encontra a tua boca
E mesmo que em ti me percaNunca mais serei aquelaQue se fez secaVendo a vida passar pela janela"




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Quero alguém que me leve para ver as estrelas


Leveza.

Amor.

Paz.


Já acreditei que deveria me casar algum dia com um homem rico. Ou pelo menos, com alguns bens materiais. Acreditei também que o amor construído era mais saudável que o amor repentino. Por sinal, eu queria muito um namorado que tivesse um carro, uma casa confortável e que fosse, no mínimo, bonito.
Logo eu, aquela taurina tradicional, que sempre gostou das coisas do seu jeito, hoje, não procura o que quer, num perfil ideal, com bens ideais e beleza ideal.

Passei por cima da minha personalidade após conhecer o verdadeiro sentido da energia. Aquela energia que sentimos ao amar, ao se apaixonar ou até aquela energia de raiva, ciúmes e tristeza. Entendi, finalmente, que estamos vivos, encarnados nestes corpos, para que possamos evoluir espiritualmente e poder emanar amor para todos os cantos da Terra.

Parece fácil, né?
Viver, dizer que não liga pros bens materiais mas passar o ano todo trabalhando e não fazer uma viagem nas férias. Irônico.
Viver para pagar as contas, trabalhar escutando o que não precisa, só porque uma bendita crise se estabeleceu no nosso país e somos obrigados a sobreviver como podemos.

E o relacionamento atual passou a ser considerado sinônimo de estabilidade e ostentação.
As pessoas ostentam nas redes sociais as boas comidas que comem, aos bons lugares que frequentam e aos bens que adquirem. Ostentam uma frase pronta de amor em uma foto com grandes sorrisos e roupas bonitas.




Eu quero diferente.
Eu quero uma pessoa para viver a vida comigo da melhor maneira. Que mergulhe comigo na água salgada e me beije. Não quero simplesmente "desencalhar".
AMOR. Viver por amor e com amor!


Quero viver. E seria muito bom viver com uma pessoa que deseja o mesmo que eu.


Quero poder trabalhar uma semana em paz, ir a faculdade com esperança, e, quando chegar no sábado de manhã, partir para praia, pra um morro, para uma roça, para uma cachoeira, acampar em algum lugar bem louco e poder ver as estrelas. Nada de hotel 'sei-lá quantas estrelas'. Quero uma barraca, uma fogueira e todas as estrelas do mundo pra contemplar ao lado de um amor.

E esse amor tem que gostar disso tudo. Tem que saber que o valor do ser humano está dentro do coraçãozinho de cada um. Tem que ser leve. Que possa sentir a brisa do vento e agradecer por sentir aquilo.

Não quero alguém pra me puxar pra baixo. Não que eu digo que as pessoas por aí são ruins. Tem muita gente boa por aí, mas que é um ser inconsciente ainda. São pessoas que fazem o bem mas não tem a essência do bem. Eu quero uma pessoa que mesmo que esteja triste, eu consiga sentir sua  energia de bondade.

Quero uma pessoa que tope passar um final de semana em uma cachoeira, mesmo que quase sem dinheiro. Alguém que eu não precise achar que deva mudar. Alguém que eu ame os defeitos, que me faça sentir importante e que a vida sem mim ficaria incompleta.

Quero poder sentir o sol forte do verão numa praia bem longe de casa. Mesmo que quase sem dinheiro. Quero tomar uma catuaba, dançar um forró e depois fazer amor até os dois se cansarem e dormirem. Quero ser simples.

Molhar os pés na água e pedir que Deus nunca leve a minha leveza. Que nenhum stress consiga acalmar o amor que sinto pelas pessoas, pelo companheiro, pela natureza e pela vida.

Por favor, meu Deus. Se não for pra ter amor e vida, que eu viva tudo isso sozinha, mas com o coração irradiando felicidade.



Só isso, no momento, se não for pedir muito.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alguns arrepios na espinha...

Hoje em dia muito se discute sobre a verdadeira existência do amor, da fidelidade e do bem-estar emocional. A geração dos jovens atuais vive diferente das antigas, em todas as formas. Os jovens buscam viver. Outros, indo na onda da família e alimentando sua vontade incessante de ficar rico e bem sucedido profissionalmente, ainda vivem como se estivessem em outra geração, porém, com as tecnologias inovadoras atuais.

Vivendo em meio a conflitos de diversas naturezas, com fatos geradores tão diversificados e tão novos, os jovens habitantes desse mundo estão cada vez mais confusos. O amor se tornou algo banal e contrariamente, ao mesmo tempo, algo tão importante que não vivemos sem.

Eu, tenho 20 anos. Senti meu primeiro arrepio na espinha demonstrando amor aos 13 anos. Depois disso, alguns. Hoje, faz 3 anos que nada sinto. Não sei se perdi a habilidade de amar alguém mais que um simples amigo, ou se, fatalmente, estou vivendo numa época que esse tipo de sentimento puro já esteja chegando a extinção.

Pois bem. Não sei explicar o que anda me ocorrendo. Só que meu subconsciente e meu coração estão acelerados. Mais acelerados que minha própria vida. Eles tem desejos que minha razão desconhece. Me levam a fazer coisas por pessoas que eu não imaginaria.

Tudo começou por arrepios na espinha que demonstravam que havia algo a ser feito e pequenos ruidos em meus ouvidos, dizendo que eu deveria correr atrás do amor. Que o amor não se perdeu, não apagou. nunca deixou de existir. Apenas foi esquecido por um curto período.

Todos tem um período da vida que não sabem o que querem, que seus corações batem fora do rítmo e seus chakras estão tão desequilibrados que tua vida desmorona de um jeito mortal.


Logo eu, que tanto reclamei que não tinha um amor. Deixei-o passar na minha frente. Tão claro, mas eu com vendas nos olhos.

Foi tão rápido.
Um amor tão passageiro.
Tudo pra ser só mais uma aventura.
Mas não foi bem assim...


Minha espinha arrepia ao lembrar que eu fui tão otária a ponto de achar que aquilo não iria pra frente e terminar tudo. Que idiotice.


E então... Aquele momento que sua energia está boa novamente, está feliz, está bem consigo mesma, não precisando de ninguém para seguir com você.... O arrepio volta. E a voz também. E diz... procure. O consciente diz "não procure". Mas você é coração e procura. Descobre em um universo de possibilidades, mesmo que o mundo não pareça conspirar a seu favor, nunca.

A verdade agora é que estou sentindo calafrios em toda região do meu corpo quando me lembro de você. Eu desenvolvi um amor depois de um ano sem te ver, sem ter notícias suas. Só descobri que preciso disso. Que é isso que eu quero.

Li tudo sobre seu signo. Te achei como um detetive encontra um foragido. Senti sua angústia, mesmo sem te tocar, te ver. Sei que ainda quer algo comigo, mas não sabe se sou confiável.

Mas sei que touro e escorpião é uma combinação muito boa no zodíaco. Mesmo que você diz não acreditar, mas ainda assim conhece seu regente e sua lua, quero lhe dizer que nós combinamos.

E quero dizer também que mudei. Que sou outra pessoa. Sou o que você esperava que eu fosse há alguns meses atras. Eu descobri o sentido da minha vida e hoje sei equilibrar minha energia para o bem.

Volte.

Não me deixe. Não permita que eu deixe você ir novamente.

Não me faça pirar de amor... de arrependimento.
Quero te sentir. Agora. Pra ontem.


Por que comigo?



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Massagem com Serpentes: a massagem mais bizarra do momento

Boa tarde, leitores!

Talvez já tenham visto rolando por aí um vídeo bizarro de massagens com serpentes.
É uma coisa bizarra e ao mesmo tempo medonha, mas já está se tornando febre em algumas localidades pelo mundo.



- O procedimento é realizado com o cliente NU, e as cobras da espécie python deslizam pelo corpo.
- De acordo com o site Huffington Post, 550 kg é o peso das cobras somadas. As bocas ficam presas para não atacarem ou morderem. As pessoas que passam por essa experiência relataram que é adrenalina pura!

- SOBRE A TÉCNICA
- Essa técnica começou a surgir em 2013 pelo site Buzz Feed.
- Podem existir combinações entre diversos tamanhos e pesos de cobras.
- De acordo com especialistas, a massagem traz benefícios para os clientes pois agem com mais pressão sob a pele, relaxando os músculos (eu não ficaria relaxada com cobras passando por mim).
- A massagem está sendo um sucesso nas Filipinas, Indonésia, Rússia, Tailândia e Israel.
- As cobras tem que ser alimentadas com 10 frangos antes do procedimento para vetar o instinto predatório do animal.
- Os répteis tem que estar limpos e secos.

- QUANTO CUSTA?
- Uma sessão dessa massagem custa em média US$ 35 por sessão, podendo ter variação.

- QUANTO TEMPO A SESSÃO TEM?
- Por cerca de 15 minutos, os répteis realizam esse "trabalho".


Tem que ter sangue frio e muita coragem!
Assistem o vídeo para analisar!







Cordialmente,
Gabi!