sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Quero alguém que me leve para ver as estrelas


Leveza.

Amor.

Paz.


Já acreditei que deveria me casar algum dia com um homem rico. Ou pelo menos, com alguns bens materiais. Acreditei também que o amor construído era mais saudável que o amor repentino. Por sinal, eu queria muito um namorado que tivesse um carro, uma casa confortável e que fosse, no mínimo, bonito.
Logo eu, aquela taurina tradicional, que sempre gostou das coisas do seu jeito, hoje, não procura o que quer, num perfil ideal, com bens ideais e beleza ideal.

Passei por cima da minha personalidade após conhecer o verdadeiro sentido da energia. Aquela energia que sentimos ao amar, ao se apaixonar ou até aquela energia de raiva, ciúmes e tristeza. Entendi, finalmente, que estamos vivos, encarnados nestes corpos, para que possamos evoluir espiritualmente e poder emanar amor para todos os cantos da Terra.

Parece fácil, né?
Viver, dizer que não liga pros bens materiais mas passar o ano todo trabalhando e não fazer uma viagem nas férias. Irônico.
Viver para pagar as contas, trabalhar escutando o que não precisa, só porque uma bendita crise se estabeleceu no nosso país e somos obrigados a sobreviver como podemos.

E o relacionamento atual passou a ser considerado sinônimo de estabilidade e ostentação.
As pessoas ostentam nas redes sociais as boas comidas que comem, aos bons lugares que frequentam e aos bens que adquirem. Ostentam uma frase pronta de amor em uma foto com grandes sorrisos e roupas bonitas.




Eu quero diferente.
Eu quero uma pessoa para viver a vida comigo da melhor maneira. Que mergulhe comigo na água salgada e me beije. Não quero simplesmente "desencalhar".
AMOR. Viver por amor e com amor!


Quero viver. E seria muito bom viver com uma pessoa que deseja o mesmo que eu.


Quero poder trabalhar uma semana em paz, ir a faculdade com esperança, e, quando chegar no sábado de manhã, partir para praia, pra um morro, para uma roça, para uma cachoeira, acampar em algum lugar bem louco e poder ver as estrelas. Nada de hotel 'sei-lá quantas estrelas'. Quero uma barraca, uma fogueira e todas as estrelas do mundo pra contemplar ao lado de um amor.

E esse amor tem que gostar disso tudo. Tem que saber que o valor do ser humano está dentro do coraçãozinho de cada um. Tem que ser leve. Que possa sentir a brisa do vento e agradecer por sentir aquilo.

Não quero alguém pra me puxar pra baixo. Não que eu digo que as pessoas por aí são ruins. Tem muita gente boa por aí, mas que é um ser inconsciente ainda. São pessoas que fazem o bem mas não tem a essência do bem. Eu quero uma pessoa que mesmo que esteja triste, eu consiga sentir sua  energia de bondade.

Quero uma pessoa que tope passar um final de semana em uma cachoeira, mesmo que quase sem dinheiro. Alguém que eu não precise achar que deva mudar. Alguém que eu ame os defeitos, que me faça sentir importante e que a vida sem mim ficaria incompleta.

Quero poder sentir o sol forte do verão numa praia bem longe de casa. Mesmo que quase sem dinheiro. Quero tomar uma catuaba, dançar um forró e depois fazer amor até os dois se cansarem e dormirem. Quero ser simples.

Molhar os pés na água e pedir que Deus nunca leve a minha leveza. Que nenhum stress consiga acalmar o amor que sinto pelas pessoas, pelo companheiro, pela natureza e pela vida.

Por favor, meu Deus. Se não for pra ter amor e vida, que eu viva tudo isso sozinha, mas com o coração irradiando felicidade.



Só isso, no momento, se não for pedir muito.

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