quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Silênciedade"

No jardim de minha cama quente vejo escuridão.
Lâmpadas da minha cabeça apagadas e
confusão de idéias contrapondo o frio.

Silêncio. Depois um pensamento.
"...Ó Senhor, preciso de ajuda."
Depois, Silêncio.

As formas do dia se misturam ao
 jardim de cobertores que me cobrem do frio.
Sentimentos inacabados, 
mostram em mim uma fragilidade.

Falas: não há.
Loucura parece normal.
Vejo sentido no silêncio.
Há fantasia escondida, 
Há ares novos.

As perguntas não existem mais,
as respostas são simpáticas
e as palavras são práticas.
Depois, silêncio.

No jardim de minha cama quente,
sinto minhas asas...
Vontade de voar sobre as palavras do dia a dia.
São frágeis mas agem com força.

Uma ansiedade gélida penetra meus poros,
em busca de ansiedade, com vontade de ganhar
pelo esforço próprio.
O tempo, inconfiável, traz com suas voltas no relógio,
horas incertas e demoradas,
uma busca por um refúgio da angústia.

Uma busca por novos ventos.
Novos lugares.
orações para tranquilizar o coração,
mas os nervos parecem que não esperarão.
Quase consigo tocar o silêncio.
Uma respiração animada me toca e os pensamentos
barulhentos ressurgem.

Um vento novo será sentido no dia seguinte.
E depois, silêncio.


Gabrielly Fromholz Silva



Nota: O título é a junção de Silêncio com Ansiedade, marca textual que achei conveniente no texto.

2 comentários:

  1. Voce é demais mesmo, a cada dia me surpreendo mais com seu jeito, me mata desse jeito, vivo nesse Silêncio/Ansiedade, ansiedade de vc, silencio de sua voz.

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